
O Padre Álvaro saia falador da cantina do CSSR, parado ainda e gesticulando uma estória a chuva aumentou, pedi naturalmente boleia até a porta do CS. Amavelmente abriu o seu guarda-chuva chinês e xadrês como o meu cachecol e levou-me, inicialmente preocupado por eu não poder acompanhar o seu passo ligeiro pelos 3 lances de escadas, de onde é? respondi com um sorriso tímido, então eu posso dizer: sou de Almeida, perto da Guarda. Bastou um lugar comum de ligação para nascer a afinidade e abrir a minha matraca; acerca da Guarda quem pode falar é o meu irmão, venha conhecê-lo o Padre Bernardo do Nascimento. Histórias e feitorias notáveis de vida na Beira Alta, Beira Baixa e Capital acabaram na tentativa de evangelização da sempre resistente e protestante anti-liturgia e regras e materializações sagradas. Ele prometeu-me mandar uma surpresa pelos correios electrónico e de casa. Eu pensava e dizia em gestos, envangelize mas é o João Freire, que não acredita em Deus! A desigualdade em idades, crenças, estilos, pronúncias ficava estranhamente marcada por uma sintonia de cores e linguagem - Álvaro e Branca de verde; ela de cachecol xadrês e ele de guarda-chuva igual. Linguagem que sintonizava os olhares, expressões das gerações distantes entre o pensador aventureiro-moderno-mas-cristão e a pensadora pós-qualquer-coisa-e-cristã.

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