Não falo de amor
não, falo de nome com cor
cor de beije, mulato,
moreno, preto, azul.
de heróis 8, 9 , 10 ,11,
12, 13, 14, 15, 16, 17, 18,
19, 20, 21, 22, 23, 24,
25, 26, 27, 28, 29, 30, 31,
31, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 39,
40, 41, 42, 43, 44, 45, 46,
47, 48, 49, 50, 51, 52, 53,
54, 55, 56, 57, 58, 59, 60,
61 62 63 64 65 66 67
68 69 70 71 72 73 74
75 76 77 78 79 80 81
82 83 84 85 86 87
88 89 90 e tantas outras
idades intermédias
heróis calçados ou sem calça
de bicicleta equilibran-
do tabuleiro aluminado
e cocado 1 2 3, 6 reais
1 2 3 4 5 6, 10 reais ou
em carrete tubolada, rodas
gigantes tecto lonado o
transporte de gringos brasi-
leiros ou estrangeiros na
vila dos pescadores fortes.
Heróis do mar fantasmas
tão presentes nos barcos
balançantes pedintes
de partir ao mar.
Nobre povo vendedor de
frescal assado latão
foguinho palital.
Nação valente de nativos
Lords que adoram
a praia não querem sair
de lá.
Imortal pela tamanha
honestidade, verdade,
sinceridade, abertura,
franqueza, tristeza.
Heroínas artesãs de
linha de palha de coco
abrem as portas dos seus palácios para me receber
e quando? sem tempo sem
hora agora nunca
daqui a alguns meses eu espero
heroínas mãe e filha que
servem à mesa
levantai hoje de novo a bandeja, o badejo,
o prato, o vermelho, o siri, a coca-cola.
Heróis e não o sabem porque
as brumas da memória
dizem que são ladrões ou
prostitutas ou zé niguéns
ou maria pessoas
ouvem risadas sem fim
engolem risadas sem
início.
mas quando
chegam as raízes do forte
todo o corpo ri, todo o
pé samba de alegria pluma
e a bunda rebola de
liberdade única 3, 4, 5, 6,
8, 10, 12, 14, 16, 18, 20,
22, 24, 26, 28, 30, 31,
31, 33, 35, 37, 39,
40, 41, 42, 43, 44, 45, 46,
47, 48, 49, 50, 54, 60,
63, 64, 65, 66, 67,
72, 73, 74, 75,
79, 80, 81, 82, 86,
88, 89, 90, 96, 97, 98 e talvez outros ímpares
heróis que portuguesam
em dialeto e em segredo
no cantinho do banheiro
público o nicho onde
podem ecoar os seus contos
e tantos outros pontos
de alegria pluma de não-
amor de não-dor.
Oh pátria amada salve
salve da pátria só os heróis
da pátria só o Ronaldo.
sábado, 14 de novembro de 2009
Praia do Forte - escrita em Dezembro 2008 lida agora
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Excepção (1)-Metro (1); Escrita em 6-3-2009
Excepção - Metro; Escrita em 2-3-2009

Em murmúrio silencioso
vejo apenas os teus lábios
mexerem d(e)migração
insatisfeita e carnudos e
negros licença
patipapatipa vontatatade
de me me-me auxiliar
não te é indiferente o cego-cigano
que não podes ajudar?
agora o lugar vazio
outros olhos brancos afundados no relevo
azul do rosto em pé
agora e sorridente não sei de que
memórias de terras distantes
prontas a desembarcar
na baixa-chiado.
domingo, 8 de novembro de 2009
Memórias de Inhotim
Com elasticidade corporal
abro os quadricípites e os rectos
internos com as extremidades distais nos orifícios dos
bancos-tronco-de-madeira-tropical-
-do-Inhotim em espargata
páro
até o canto
do Sabiá pousar em mim
e nela, no banco-concha vizinho neste
instante de silêncio e paz e o
pensamento viaja pela trilha de uma formiga
decola errante levado pelo mosquitinho zebra
desce listra por listra da palmeira zebra
até o culibri
despertando o sono dela.
Poesia instantânea

um bocado de frases soltas numa vasilha de plástico amarela
de discussão melainous
e confissões béatrice
misturar com nadismo bem
e um pouco de água
até fazer uma mistura metade
heterogénea e a outra
em processo de ligação
autêntica
pitadelas de fáscies tantas
de rugas expressão
e cravinho com ou sem canela
aquecimento em conforto de cama e pausa
de horas sem compromisso
só descanso
e separar para lembrar em imagens imaginadas de conversas
presenciais
saboreadas
delícia
Diário de uma hipomaníaca
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