segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Excepção - Metro; Escrita em 2-3-2009


Em murmúrio silencioso
vejo apenas os teus lábios
mexerem d(e)migração
insatisfeita e carnudos e
negros licença
patipapatipa vontatatade
de me me-me auxiliar
não te é indiferente o cego-cigano
que não podes ajudar?
agora o lugar vazio
outros olhos brancos afundados no relevo
azul do rosto em pé
agora e sorridente não sei de que
memórias de terras distantes
prontas a desembarcar
na baixa-chiado.

1 comentário:

  1. Porque 'Excepção'?
    Depois de vários meses regresso à linha azul, então estes versos do meu moleskine-lisboa reflectem outra vez as minhas tardes no regresso à casa, onde reencontro quase todos os dias o cego-cigano e vários emigrantes trabalhadores tristes.

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